sábado, 14 de novembro de 2015

NÃO SOU NADA SEM VOCÊ 5

Capítulo 5

Eu: eu... - passei as mãos pelo rosto - eu já vou pra lá dona Mari - suspirei - só vou trocar de roupa. Fique em casa e descanse, a senhora não está bem, assim que eu acalmar o Luan te ligo pra informar que está tudo bem. - ela assentiu e me abraçou 
Mari: Muito obrigada minha filha 
...
Vesti uma calça cinza de moletom com uma blusinha básica preta. E em uma bolsa coloquei uma roupa pra eu tomar banho. Eu sabia que não poderia deixá-lo sozinho. Peguei as chaves do carro e fui em direção a nossa...quer dizer, a minha antiga casa. 
Empurrei a porta que só estava encostada e já tive a visão de tudo destruído. As almofadas e a mesa de centro estavam jogadas no chão, desviei dos objetos e subi as escadas vagarosamente, respirei fundo assim que cheguei a porta do quarto. Dei três toques na mesma. 
Luan: JÁ FALEI PRA IREM EMBORA - gritou com a voz chorosa 
Eu: Sou eu Luan - falei baixo, nem sei se ele pode escutar 
Luan: Amor? - indagou em tom abafado, ele estava encostado na porta 
Eu: Sim, sou eu, abre aqui - pedi e no mesmo instante escutei a trava da porta, e quando ela se abriu meu coração se apertou. Seus olhos estavam extremamente inchados e vermelhos, parecia que ele tinha envelhecido uns dez anos. Seu cabelo estava todo desgrenhado, ele vestia estava sem blusa e com a mesma calça que o vi a três dias atrás. - Porque fez isso? - indaguei olhando em seus olhos 
Luan: Porque não consigo viver sem você - respondeu com dor nos olhos 
Eu: Isso não vai me fazer voltar Luan - respondi engolindo o choro 
Luan: Você não sabe como dói entrar naquele closet e não ver um sapato seu pelo chão 
Eu: e você não sabe como dói ouvir da pessoa que você ama, que ela estava te traindo - comprimi os lábios e ele baixou o olhar - anda, vai tomar banho - falei entrando no quarto, enxuguei rapidamente uma lágrima que escorreu antes que ele pudesse ver. 
Luan: Você vai embora? - perguntou e pude ver o quão frágil ele estava 
Eu: não - neguei com a cabeça - vou ficar com você essa noite - sorri de lado e vi seus olhos brilharem, ele assentiu e entrou no banheiro. Comecei a arrumar o quarto, tirei o lençol e troquei por limpos. Varri o chão, e quando olhei para a escrivaninha vi todas as garrafas de bebidas fechadas. Levei todas para seus lugares novamente e quando voltei ao quarto ele estava se trocando. Entrei mesmo assim, eu conhecia seu corpo de cor e salteado, não era nada estranho entre nós. Peguei o edredom e estendi sobre a cama. - Você precisa dormir - falei enquanto ajeitava os travesseiros - deita um pouco, vou estar lá na sala 
Luan: Não consigo - respondeu - não consigo dormir sem você 
Eu: Se você conseguia dormir com a Karielle, pode muito bem dormir sozinho. - respondi pelo orgulho 
Luan: eu nunca dormi com ela! Eram só transas sem significado pra mim! - Indignou-se - Será que você pode conversar comigo sem jogar essa porra de erro na minha cara toda hora? - pediu realmente incomodado 
Eu: Desculpa - engoli seco - eu fico, desde que você não tente nada - em um suspiro ele concordou, nos deitamos e por extinto, comecei a fazer cafuné em seu cabelo. Notei que ele olhava atentamente pra minha barriga. - quer por a mão? - perguntei e ele sorriu, peguei sua mão e coloquei onde o bebê estava. 
Luan: Oi filho, você já deve estar grandão né? - sorriu - quer que o papai cante pra você? Sua mãe gosta, vai que você puxou pra ela - sorri comigo mesma, ele começou a cantar Te Vivo bem baixinho, a voz dele me acalmava de uma maneira inexplicável. Pude ver o quanto ele lutava com o sono, tenho certeza que era por medo de dormir e eu ir embora. 
Eu: Luan, pode dormir, eu não vou embora - falei e ele me olhou 
Luan: mesmo? - indagou receoso 
Eu: mesmo - sorri de lado e me virei de costas pra ele. 
Luan: queria ficar com a mão na sua barriga - disse baixo 
Eu: pode colocar - disse fechando os olhos, ele passou o braço sobre mim e pude sentir o calor de seu corpo, fazia apenas três dias e eu já estava louca de saudade. Eu ainda estava ferida, e talvez, pudesse demorar pra que essa ferida cicatrizasse, queria poder dizer a ele que o perdoava, mas eu estaria mentindo. Mesmo que o tempo passasse, e nós nos afastássemos eu o levaria para o resto da minha vida, porque esse amor que existe dentro de mim, jamais vai morrer. 

Continua...

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