sexta-feira, 13 de novembro de 2015

NÃO SOU NADA SEM VOCÊ 2

Capítulo 2 

Levantei e corri, corri como nunca tinha corrido em minha vida, assim que alcancei o saguão a avistei de longe. 
Eu: AMOR - ela olhou para trás e assim que me viu começou a andar, corri até ela, que começou a correr também - Não foge de mim, por favor - eu ainda chorava
(Seu nome): fique longe de mim - pediu, sua voz soava rouca e abafada
Eu: Para de correr, vamos conversar - segurei seu braço, ela tentou se soltar, mas foi em vão 
(Seu nome): vá conversar com a Karielle - vociferou e pude ver o quanto ela estava ferida, o rímel borrado manchava seu rosto. 
Eu: eu vou te levar pra casa, está tarde - tentei conter o choro 
(Seu nome): eu só quero...distância de você - suspirou e colocou as mãos na cabeça 
Eu: amor, está tudo bem? - a olhei preocupado 
(Seu nome): chama um táxi pra mim - pediu ofegante, e sentou-se em um banco 
Eu: Não tem táxi a essa hora por aqui - a olhei por um instante - vem, eu te levo pra casa - ela estava pronta pra negar, mas parece que lembrou de algo e ficou pálida no mesmo instante. Ela fechou os olhos e engoliu seco, algumas lágrimas ainda percorriam seu rosto. 
(Seu nome): vamos - se levantou e saiu em minha frente, entrei no apartamento e só peguei as chaves do carro, entrei no estacionamento e ela estava encostada no carro com as mãos na barriga, acariciando a mesma. Estranhei a atitude, destravei o carro e ela entrou no banco de trás. 
Eu: Por que não vem pro banco da frente? - indaguei tomando o banco do motorista, mas ela nem me olhou, suspirei e comecei a dirigir até nossa casa. Descemos do carro, e assim que coloquei a mão na maçaneta escutei um soluço, olhei pra trás e lá estava ela em meio as lágrimas novamente. - não chora, por favor - supliquei, mas ela negou com a cabeça e abriu a porta na minha frente. 
Pisei os pés dentro de casa e meu coração se apertou, o piso de madeira estava coberto por pétalas brancas, restando apenas um caminho, que guiava-me até a mesa de jantar, deslizei a mão pela mesma até alcançar uma caixinha branca que ocupava seu centro. Puxei o delicado laço vermelho e quando a abri uma explosão de felicidade tomou meu peito, havia um par de sapatinhos brancos feitos a mão ao lado de um pequeno cartão que continha a seguinte mensagem: "Papai, estou á caminho". Sorri e olhei para a (Seu apelido), que estava com as mãos na boca, abafando seu choro desesperado.Caminhei até ela e a abracei, mas no mesmo instante, ela me empurrou. Enfim, a realidade tomou meu corpo, transformando toda aquela felicidade em dor.
(Seu nome): fica longe de mim e do meu filho - tentei tocá-la mas ela esquivou 
Eu: Nosso filho amor, nosso filho - falei baixo em meio as lágrimas, mas ela negou com a cabeça. - me perdoa por favor, eu me arrependo de tudo vida, me perdoa, me perdoa 
(Seu nome): era pra ser o dia mais feliz de nossas vidas, mas você fez questão de estragar tudo - me ajoelhei e segurei em suas pernas 
Eu: não me deixe, eu te suplico (Seu apelido), eu não sei viver sem você - ela só chorava - eu te amo 
(Seu nome): Você devia ter lembrado desse amor antes de me trair. O que mais me mata, é saber que eu estava aqui, todas as noites, preocupada com você, pensando se você tinha dormido bem, se estava cansado, e se você se preocupava comigo da mesma forma que eu me preocupava com você, mas agora... agora posso ver que enquanto eu estava aqui, pedindo a Deus que te guardasse você estava se entregando aquela loira - me empurrou de suas pernas, fazendo-me cair sentado no chão, ela se dirigiu até as escadas e ao alcançar seu topo soltou as palavras que me mataram - E o pior de tudo, é que eu não consigo odiar você. Por que infelizmente, eu te amo. - ela tratou nosso amor como algo menosprezado por ela, um sentimento que ela não queria sentir por mim, e isso, foi o estopim. Me joguei no chão e deixei a dor tomar meus olhos, minha boca e meu corpo. Era como se eu tivesse sofrido um acidente, eu gritava e gemia de dor, e refletindo, eu realmente havia sofrido um acidente, um acidente emocional, espiritual. 
Ouvi-la dizer aquilo arrancou uma parte de mim, e eu realmente não sabia se essa parte voltaria, como eu aprenderia a viver sem ela? Doía imaginá-la longe de mim , doía pensar que eu não acompanharia o crescimento do meu filho, e o que causava maior dor, era que eu sabia que não poderia impedi-la de ir embora, porque o errado, fui eu.

Continua...

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