Capítulo 34
Eu escutava vozes, mas onde eu estava? Parecia... A Nick. Tentei abrir os olhos, eu os abria, mas não consegui enxergar nada.
Nick: ah pai! Como eu me arrependo de ter brigado com você! É tudo minha culpa, poderíamos estar em casa agora, eu, você, o Breno, a mamãe e o nosso mais novo pequenino! Quero tanto que você acorde, e vejo como nosso irmão é lindo! Por que eu fui tão burra pai? Você poderia ter me dado uns belos tapas pra eu não sair de casa, eu ficaria irritada, eu gritaria, choraria, mas nenhuma dessas coisas doeria tanto quando te ver nesse estado. Estou com tanta saudades do seu sorriso. Hoje não vou poder ficar tanto tempo contigo pai, mas amanhã eu volto tudo bem? - senti algo em minha testa. - tchau papai - sua voz estava longe. O que estava acontecendo? Irmãozinho? Como assim? Vi um clarão, e logo pude me enxergar.
Eu: onde eu estou? - olhei em volta e ali estava eu, deitado em uma cama de hospital. O acidente...será que... Não, não é possível que tenha se passado tanto tempo assim. Eu não me lembro de...nada. A porta do quarto se abriu, um medido entrou, e logo atrás minha princesa com um pequeno bebê nos braços. - (seu apelido) - chamei, mas não me olharam - gente - estou imperceptível, droga
(Seu apelido): então Doutor, alguma melhora? Algum sinal? - seu olhar tinha aflição
Doutor: ja disse que não precisa me chamar de doutor, só Marcos. - ela suspirou afim de não discutir - e não, ele não apresenta nenhum quadro de melhoras - ela negou com a cabeça
(Seu apelido): como é possível que não exista nada a fazer? Eu preciso dele aqui - sua voz estava embargada
Doutor: já faz um ano (seu apelido)! Se ele não melhorar, teremos que... - ela o interrompeu
(Seu nome): ele vai melhorar! - disse convicta - eu gostaria de ficar a sós com meu marido, se importa? - o medido respirou pesadamente, parecia nervoso
Doutor: qualquer coisa estou aqui fora - ela assentiu e foi até a cama do hospital, pegou em minha mão, eu pude sentir se toque
(Seu nome): ah meu menino! Que saudade - senti algo molhar minhas mãos, cheguei mais perto, ela chorava - cada dia sem você parece uma eternidade - confessou - todas as noites fico imaginando como seria sua reação quando te contasse sobre nosso terceiro filho, te imagino sorrindo - seus dedos tocaram meus lábios - me abraçando e agradecendo-me por te fazer feliz. - o silêncio tomou conta do lugar, cheguei mais perto e toquei seu ombro, olhei para o bebê, que sorriu, será que ele podia me ver? Sorri também e toquei seu pequenino nariz, uma gargalhada gostosa inundou o quarto - o que foi meu amor? - beijou sua bochecha, fiz uma gracinha e ele riu novamente, (seu apelido) riu também - não estou te entendendo Math! - acariciou suas bochechas. Mas ele fixava o olhar em mim - o que você está vendo? - olhou na mesma direção, ele estendeu os braços pra mim
Math: que..que - pediu já com carinha de choro, acariciei seus cabelinhos e uma dor inundou meu corpo, era meu filho
Eu: o papai te ama meu amor - falei e esticou as mãozinhas, (seu apelido) olhou pra cama colocou as mãos na boca
(Seu nome): doutor! Doutor! Ele está chorando - levantou-se indo até a porta - Ah meu amor, será que você pode me escutar? - virou-se pra mim sorrindo, que sorriso.
Continua...
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