terça-feira, 17 de novembro de 2015

NÃO SOU NADA SEM VOCÊ 16

Capítulo 16

Ele me encaminhou até o quarto onde ela se encontrava dormindo. Ele nos deixou á sós e me aproximei dela, acariciei seus cabelos e depois beijei sua barriga. 

Eu: que susto que vocês me deram - disse emocionado 

... 

Saímos do hospital, (Seu nome) já estava bem, e se conscientizou em seguir todas as orientações do médico. Pedi pra ela que voltasse pra nossa casa e ela cedeu, afinal ainda estávamos casados no papel. Pedi a Bruna que ficasse com ela enquanto eu estava fora, e a mesma concordou sem hesitar. 

SUA NARRAÇÃO. 

----- 2 meses depois ----- 

Confesso que depois de quase perder meu Breninho fiquei com medo. Sigo tudo o que o médico me recomendou. Luan anda muito carinhoso comigo, sinto que nosso amor voltou a ser o mesmo de antes, seus olhos brilhavam e eu podia sentir que o fazia bem. Eu estava morrendo de desejo de comer doce de leite, estava com a Bruna em casa, Luan voltaria daqui á algumas horas depois de duas semanas seguidas de estréia da turnê, e eu não aguentaria esperá-lo pra comer. 

Eu: Bruninha - a cutuquei dengosa, estávamos assistindo a um filme no sofá. 

Bruna: Oi - respondeu prestando atenção na novela das sete. 

Eu: vai buscar doce de leite pra mim? - ela me olhou e arqueou a sobrancelha - eu To com desejo de comer - ela continuou me encarando - por favor 

Bruna: você sabe que não posso te deixar sozinha - revirei os olhos 

Eu: o mercado fica a dez minutos daqui Bu! O que custa? - ela negou - se meu filho nascer com cara de doce de leite a culpa vai ser sua - emburrei e ela suspirou 

Bruna: eu vou, mas olha lá em! O Luan não pode sonhar que te deixei um minuto sozinha. - sorri e me joguei em seu colo 

Eu: brigadaaa - beijei sua bochecha. - você é a melhor - lhe entreguei o dinheiro e ela saiu. Não se passaram nem dois minutos e a campainha tocou. - quer ver que a doida esqueceu alguma coisa - fui caminhando lentamente até a porta - tinha que ser loi... O que faz aqui? - já comecei a respirar pesadamente, engoli seco e tentei controlar meu nervoso em ver a Karielle ali. 

Karielle: Estou bem. Obrigada por perguntar - sorriu cínica - posso entrar? - perguntou colocando o corpo pra frente, mas a freei 

Eu: não, não pode! - ela entrou mesmo assim - dá pra você me dizer logo o que quer? - disse sem paciência 

Karielle: vim só fazer uma visitinha pra quase mamãe ué - respirei fundo - Ai ai - olhou em volta - saudades de quando o Luan me trazia aqui - deslizou a mão pela prateleira de fotos. 

Eu: oi? - franzi o cenho

Karielle: é ué... Ou você acha que enquanto você estava gravando a novela ele ficava sozinho aqui? - respirei fundo duas vezes 

Eu: eu sei o que está tentando fazer. Mas não vai funcionar! Eu perdoei o Luan, e sei que ele me ama, e nunca me trocaria por nenhuma outra, muito menos por você. - mantive a calma 

Karielle: dizem que quem ama não trai né? - riu - mas sabe, vou confessar uma coisa - chegou perto de mim - sabe aquelas mensagens que você mandava pra ele toda noite antes dos shows, aqueles bom dias e textinhos de amor? - engoli seco - eu exclui tudo. Impossibilitei que ele pudesse receber ligações suas, ou qualquer outro tipo de contato. E coitado dele - riu cínica - se sentiu tristinho... E venho pedir colo pra quem estava mais perto dele, e adivinha de quem foi o colo solidário? - senti uma pontada em minha barriga, nada forte - e foi por isso que ele te traiu. Porque você o "abandonou". Ele precisava de carinho não é? - sua expressão ficou séria - mas aí você apareceu junto com esse encosto de criança.

Eu: não fala do meu filho - esbravejei entre dentes 

Karielle: falo! Falo sim! - ficou cara a cara comigo - O Luan só está com você por causa dele - dei um riso falso 

Eu: não preciso de filho pra prender homem que nem você sua ridícula - ela me encarou com raiva 

Karielle: VOCÊ E ESSE INÚTIL DO SEU FILHO TIRARAM O LUAN DE MIM - gritou e meu sangue subiu, dei um belo de um tapa em seu rosto, e no mesmo instante senti uma dor forte, muito forte. Me curvei com as mãos na barriga 

Eu: FORA DA MINHA CASA! FORAAAA - esbravejei chorando de dor 

Karielle: eu vou e com muito prazer! - antes de fechar a porta ela se pronunciou novamente - que você morra! - e o estrondo da porta se fez. 

Eu: Aaaai - gemi. Era uma dor insuportável, e única coisa que vinha em mente era em como eu salvaria meu filho sendo que eu não conseguia nem me mover, minha única saída era gritar. 

Continua ...

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