Capítulo 13
Eu: O que aconteceu? - sai do meu carro a acompanhando
(Seu nome): estão guinchando meu carro! - disse desesperada
Fui vestindo a camisa social pelo meio do caminho, assim que chegamos o carro dela estava em cima do guincho
(Seu nome): moço! - gritou - pelo amor de Deus! Não leva meu carro - foi até ele
Homem: a senhora tem que conversar com aquele oficial ali - apontou com a cabeça e ela caminhou até o homem, que a encarava de uma forma que me dava nojo, era como se ele a desejasse e estivesse fazendo mil coisas com ela em pensamento
(Seu nome): Senhor! Por favor, não leva meu carro - juntou as mãos suplicando a ele
Policial: Sinto muito, mas a senhora estacionou em um lugar inapropriado e a polícia foi acionada. - ele olhava para o decote dela sem disfarçar, isso estava me irritando - a senhora levará uma multa por conta disso, mas se quiser, podemos conversar mais tarde sobre isso - lhe entregou um cartão e ela o olhou sem entender. Mas eu havia entendido muito bem.
Eu: está tudo bem por aqui amor?! - Dei ênfase no amor e o encarei
(Seu nome): está...é só que... - ela me olhou e parou de falar por um instante - é...não tem como eu ir trabalhar sem carro - explicou ainda com uma expressão confusa
Policial: A senhora só poderá retirar o carro daqui três meses, isso, se apresentar os documentos do carro até amanhã - disse olhando para sua ficha sem graça, pelo menos o cara deve ter caído na dele
(Seu nome): TRÊS MESES?!! - exclamou com os olhos arregalados
Eu: ei bebê! Não se preocupe, amanhã eu te levo pro trabalho e quinta-feira eu vou viajar, se quiser pode ficar com o meu carro - ela passou as mãos pelo rosto
(Seu nome): tudo bem! Tudo bem! Não vou me estressar a essa hora da noite. - respirou fundo - o que eu tenho que assinar? - perguntou e o oficial lhe entregou uma prancheta
Policial: preciso da sua carteira de habilitação e documentos do carro - pediu
(Seu nome): Luan, pega minha bolsa pra mim fazendo favor? - pediu e eu assenti, mesmo não querendo deixá-la sozinha com aquele cara. Quando voltei com suas coisas ele olhava novamente para seu decote, mas esse cara só pode estar de brincadeira.
Eu: aqui amor - lhe dei a bolsa e subi seu vestido na parte dos seios - só pra tampar a visão - fitei oficial com os olhos semi-cerrados
(Seu nome): aqui - entregou a prancheta pra ele - amanhã depois do expediente eu vou até lá e faço todas as papeladas pra retirada - suspirou - quantos pontos vou levar na carteira? - perguntou preocupada e ele sorriu
Policial: moça bonita não leva ponto - piscou pra ela e saiu
Eu: quem ele pensa que é? - fui atrás dele, mas a (Seu nome) me segurou pelo braço
(Seu nome): não vale a pena estressar! - pediu e me deu um selinho, aquilo me reconfortou, me acalmando
SUA NARRAÇÃO
O Luan havia me chamado de amor! Era só isso que rodava em minha mente. O carro já não me importava mais, o que me preocupava, era o fato de eu ter gostado dele ter me chamado dessa forma, eu queria que ele me chamasse assim pelo resto da minha vida! Ninguém nunca havia me chamado de amor tendo amor na voz, eu pude sentir, não era da boca pra fora, era real! Isso confirmava o fato de eu também querer chamá-lo de amor.
Mas amor?! O Amor não existe. Não pra mim!
Continua ...
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