domingo, 8 de novembro de 2015

Dez anos 48

Capítulo 48

Cristina manteve o olhar por mais algum tempo.

Cristina: eu não entendo sabia? - disse entre dentes - qual a porra do seu segredo garota? - esbravejou - desde que você nasceu eu não tenho paz! Tentei sumir com você, mas depois de dez anos, DEZ ANOS, você volta e estraga tudo de novo - jogou a bolsa na mesa - VOCÊ CONQUISTOU EM DIAS, O QUE EU LEVEI ANOS! - seus olhos estavam marejados, ela foi pra cima da (seu apelido) mas Bruna se levantou na frente

Bruna: FORA DAQUI AGORA! NUNCA MAIS APAREÇA NA VIDA DO MEU IRMÃO, NEM NA VIDA DA MINHA AMIGA - agarrou as mãos no cabelo da Cristina e a arrastou - SE EU SONHAR QUE VOCÊ ESTÁ POR PERTO, EU MANDO TE MATAR SUA VADIA! - a jogou pra fora de casa e trancou a porta, todos estavam perplexos com essa atitude, a Bru nunca foi explosiva assim. Eram mais que raras as situações em que ela perdia a paciência. Bruna colocou a mão na cabeça 

Luis: está tudo bem amor? Você sabe que não pode passar nervoso - foi todo preocupado pra perto dela 

Bruna: estou bem sim! - afirmou 

(Seu nome): amiga! O que foi isso? - soltou um riso fraco - não sei nem como te agradecer, não suportava mais olhar pra cara dela 

Bruna: amigas são pra isso! E ela já estava me estressando. Se eu não fizesse isso, ia passar mal - todos riram, notei que a mãe da (seu apelido) olhava pra um lugar fixo e não demonstrava nenhuma reação 

Eu: sogrinha, está tudo bem ? - perguntei realmente preocupado, mas ela não respondeu

(Seu nome): mãe - chamou se aproximando, do nada a dona Laura começou a perder o ar - TEMOS QUE IR PARA O HOSPITAL - gritava já desesperada 

... 

Estávamos eu e a (seu apelido) na sala de espera a mais de três horas, ela chorava baixinho, e eu a acalmava em meus braços. Logo o médico apareceu, em um salto ela se levantou indo até ele. 

(Seu apelido); Marcos, diga que ela ficará bem, por favor - implorou e pude ver a angústia nos olhos do doutor ao ter que dar essa notícia 

Marcos: (seu apelido) ela teve duas paradas cardíacas seguidas, fizemos de tudo, mas... É..ela não resistiu, sinto muito - vi a (seu apelido) ficar sem chão, ela caiu ajoelhada, e sua expressão de dor me matou. 

Continua ...

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