segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dez anos 16

Capítulo 16 

Cristina: Filha, eu... - a interrompi

Eu: não me chama de filha - ela veio pôr a mão em mim - e nem me toque, por favor! - respirei fundo - esse tempo todo vocês mentiram pra mim, eu já desconfiava, mas quando a minha mãe apareceu eu tive a certeza! Agora eu entendo o porque de tanta indiferença entre mim e a Milena, agora eu entendo a revolta do Breno! O que você fez não tem perdão, você nunca foi minha mãe, só fazia papel de boazinha quando precisava de mim! - cuspi as palavras e todos escutavam em silêncio - você nunca me deu um abraço pra dizer: "está tudo bem filha, eu estou aqui", você nunca me deu conselhos e nem ajudou nos deveres da escola! Quem fazia tudo por mim era o meu irmão, e quando estava aqui, meu pai! Agora, quem te pede pra sair, sou eu! Vá embora e deixe minha família em paz! - esbravejei apontando pra porta, minha respiração estava pesada, ela me encarou por alguns instantes e depois virou-se pro meu pai

Cristina: amanhã eu volto pra pegar as minhas coisas! E saiba, que eu tenho direito de metade de tudo o que é seu, entrarei com o advogado pra resolvermos isso 

Luan: de mim você não tira um real! E acho muito bom aceitar sem reclamar, ou eu tiro provas até do céu pra provar o que você fez, e além de sair sem nada, você vai ficar no xadrez! - ela engoliu seco e assentiu - deixarei suas roupas na casa da sua mãe - ela não disse uma palavra se quer, apenas virou as costas e saiu. Estávamos todos tensos, Breno parecia racionar o que havia acontecido, meu pai mantinha minha mãe em seus braços, apoiada contra seu peito, eu sentei na cama olhando pro nada. 

Breno: estamos livres - falou pra si - ESTAMOS LIVREEEES - gritou pulando em cima do papai e da mamãe. - Obrigada mãe - beijou a bochecha dela - Obrigada pai - o abraçou - eu amo você - sussurrou 

Luan: o que?! - indagou surpreso 

Breno: eu amo você pai, eu amo você, eu amo você - repetiu, meu pai fechou os olhos, o abraçando forte, mamãe e eu trocamos sorrisos, fui até ela e a abracei também. - minha família voltou! - lágrimas enchiam seus olhos, e um sorriso que eu nunca tinha visto, iluminava seu rosto. 

Continua ...

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