Capítulo 26
Eu: co-como? - perguntei já sentindo as lágrimas - não tem como intervir com isso Dona Rita? Eu e o Luan queremos adotar o Breno! Temos condições de cuidar dele e dar uma vida promissora. Deve haver algum jeito - disse aflita
Rita: Infelizmente não há como dona (Seu nome)! - coloquei as mãos no rosto - eles virão buscá-lo amanhã três horas. Acho que dá tempo de se despedir se você vier um pouco mais cedo - assenti inconformada
...
Não sei nem como cheguei em casa, foi Deus que me livrou de um acidente, pois minha visão estava totalmente embaçada pelas lágrimas. Me joguei no sofá e chorei, chorei por ter perdido o meu filho, chorei por não ter encontrado o Breno antes... A porta se abriu e o corpo do Luan surgiu aos meus olhos, me lancei em seus braços aos soluços
Luan: meu Deus amor! O que aconteceu? - perguntou me confortando em um abraço de urso
NARRAÇÃO DO LUAN
Fui para casa morrendo de preocupação, ela não voltaria pra São Paulo às pressas atoa. Assim que entrei em casa ela correu chorando para os meus braços, perguntei o que aconteceu, mas ela apenas negava com a cabeça. A levei para o nosso quarto e a deitei em meu colo, colo uma criança. Depois de conter um pouco o choro ela disse em tom abafado
(Seu nome): o Bre amor... Ele.. ele vai ser adotado - me contou e eu perdi até o ar, respirei fundo, eu precisa consolá-la
Eu: não tem um jeito de reverter isso - negou com a cabeça - mas... Ainda poderemos vê-lo não é? - ela me olhou e pude ver o quanto de dor havia em seus olhos
(Seu nome): o casal que o adotou é da Itália! Eles irão buscá-lo amanhã - não sabia o que falar, meu coração estava apertado demais pra isso, a voz falhava. Apenas a aconcheguei mais em meu colo, encostei a cabeça na cabeceira e deixei algumas lágrimas escapulirem. Nesse pouco tempo eu criei um amor incondicional por esse menino, eu já o tinha como um filho, e estava certo de que conseguiríamos adotá-lo.
...
Acordei com a voz desesperada da (Seu apelido) me chamando
(Seu nome): corre amor! Corre! Precisamos chegar a tempo no aeroporto, não posso deixar meu bebe ir embora sem me ver antes - as lágrimas já se formavam em sues olhos. Eu ainda estava na mesma posição e com a mesma roupa do show, não liguei, eu precisava vê-lo e iria desta forma mesmo. Levantei correndo e peguei as chaves. Ela foi o caminho todo chorando, eu acelerei o máximo que pude. Assim que adentramos o aeroporto ela correu até a sala de embarque, corri atrás.
Segurança: Moça! A senhora não pode passar - a segurou
(Seu nome): Moço pelo amor de Deus! Preciso me despedir do meu bebe - implorou chorando e ele negou - FILHO! FILHO! - gritou desesperada
Segurança: tirem-na daqui! AGORA! - quando estavam prestes a pegá-la vi o pequeno corpo do Breno se esgueirar entre as pessoas
Breno: mamãe! Mamãe! Mamãe! - gritava chorando. Ela se soltou bruscamente dos braços do segurança e se ajoelhou no chão, logo o Breno estava envolto em seus braços e os dois choravam juntos.
Continua ...
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