Capítulo 15
Luan: grávida?! Não pode ser! Não tem como Karielle! - riu
Eu: claro que tem! - indignei-me
(Seu nome): não se faça de sonsa garota! - entrou na frente do Luan - vai fazer três meses que o Luan nem olha pra sua cara. - droga! droga! Eu não tinha pensado nisso.
Luan: me admira que seja tão baixa a esse ponto! Se você está realmente grávida cadê sua barriga Karielle? Você deveria estar de pelo menos quatro meses, e continua a mesma, não engordou uma miligrama e se quer passou mal nesses últimos meses! Acho bom que você suma daqui e nunca mais apareça na minha frente. Jamais pensei que você se rebaixaria a tal nível. - esbravejou entre dentes. Engoli seco e sai dali sem dizer uma só palavra. Meus olhos já se enchiam, não por tristeza. Por raiva, raiva por não ter conseguido tê-lo, raiva por ser inútil ao ponto de não conseguir seduzi-lo uma só vez nesses meses.
SUA NARRAÇÃO
A quem a Karielle pensa que enganaria? Se não fosse eu o Luan cairia no papo daquela ridícula. O pior de tudo é que eu passei nervoso com essa história, e agora não estou nada bem. Mas eu não poderia preocupar o Luan.
Eu: não fica assim amor, já passou - lhe dei um selinho - vou ao banheiro - avisei me dirigindo até o banheiro do camarim - droga de tontura - coloquei a mão na cabeça e fechei os olhos, estava tudo girando. Joguei um pouco de água no rosto, mas não passava, fechei e abri os olhos rapidamente, as coisas foram ficando embaçadas, minhas pernas bambearam e tudo ficou escuro.
NARRAÇÃO DO LUAN
Faziam quase quarenta minutos que a (Seu apelido) havia entrado no banheiro, eu já estava preocupado, então decidi bater á porta.
Eu: amor, ta tudo bem ai? - indaguei e não obtive resposta - amor? - meu coração já se acelerou, tentei abrir a porta, mas estava trancada. - ROBER - corri desesperado a procura dele, a primeira pessoa que vi foi a Bruna.
Bruna: Pi foi muito lindo vocês dois, ai eu fiquei tão... - a interrompi
Eu: Piroca agora não, preciso de ajuda, acho que aconteceu alguma coisa a (Seu apelido) dentro do banheiro. - disse desesperado - liga pra um chaveiro, preciso achar o Rober. - sai dali às pressas, mas não encontrei ninguém. Meu coração se apertava cada vez mais, voltei correndo até o camarim. - Eu vou arrombar essa porta nem que seja a última coisa que eu faça - respirei fundo e me joguei com toda força contra a porta, mas nada dela abrir, logo meu pai apareceu desesperado. - Me ajuda pai pelo amor de Deus - pedi chorando e juntos conseguimos arrombar a porta, quando a mesma se abriu, as lágrimas rolaram. Ela estava jogada no chão e sangue escorria de sua cabeça, a peguei no colo rapidamente - PRECISAMOS CORRER PAI - gritei - NÃO POSSO PERDÊ-LA
Amarildo: Filho calma! Vamos encaminha-lá para o hospital mais próximo
...
Já no carro percorríamos desesperados as ruas de São Paulo, ela permanecia desacordada em meu colo, estancamos o sangue com uma blusa, pelo jeito ela havia batido a cabeça.
Eu: vai ficar tudo bem meu amor, eu prometo. - eu já chorava, era impossível conter as lágrimas, só ao pensar na possibilidade de não tê-la mais aqui, uma dor me invadia.
Ao chegar no hospital ela foi encaminhada à sala com urgência, fiquei horas e horas ali rezando com o coração na mão. Quando finalmente o médico apareceu a tensão aumentou.
Médico: Marido da senhora - olhou na ficha - Santana
Eu: Sou eu - me levantei às pressas
Médico: o Senhor pode me acompanhar por gentileza? - assenti e o segui. Pedia a Deus que estivesse tudo bem a cada passo dado. Entramos em uma salinha, que parecia ser um escritório. - Sente-se por favor - pediu e o fiz
Eu: como ela está? E meu filho doutor? Ele está bem não é?
Médico: o caso dela não foi tão grave, apenas um corte um tanto quanto profundo na nuca, mas já demos os pontos e está tudo bem. Mas a gravidez dela já tinha um nível de risco, e esse nível se agravou. A (Seu nome) NÃO pode ter fortes emoções, carregar peso, e muito menos ter relações sexuais. Ela tem que ficar de repouso absoluto o resto da gravidez, não recomendo ficar subindo e descendo escadas, andando de um lado pro outro, nada disso. Qualquer coisinha já colocará à vida do bebê, e a dela, em risco - engoli seco e assenti.
Continua...
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