sábado, 31 de outubro de 2015

Dez anos 7

Capítulo 7

Assim que cheguei na porta dei de cara com a Cristina. 

Cristina: oi amor - foi me beijar mas eu desviei 

Eu: só um minuto nega - sai e corri até a entrada do condomínio, o carro tinha acabado de sair - bosta! - bati o pé e passei as mãos no cabelo, voltei á passos lento pra casa da dona Luisa. 

Cristina: porque você foi atrás dela Rafael? - interrogou antes mesmo de eu entrar 

Luan: queria falar com o Dudu, só isso - tentei entrar mas ela me barrou 

Cristina: olha pra mim Luan! E diz que você não a ama mais, que você nem pensa nela - engoli seco, e a olhei nos olhos, abri a boca pra falar, mas nada saia, eu não era capaz de dizer aquilo. 

Nicole: mãe! Olha esse esmalte - apareceu na porta, fui salvo pelo gongo, aproveitei a deixa e entrei 

SUA NARRAÇÃO ON 

...

O jantar foi incrível, o Dudu era um cara muito legal. Na manhã seguinte íamos á um parque, ele queria ver meu trabalho antes de me contratar. Ele pegava na minha mão quase toda hora, o sorriso dele era de tirar o fôlego, e aqueles olhos então? Eu nunca diria que ele tem 42 anos, ele dava de dez a zero em muitos de 18 por ai. Estávamos em frente à casa da minha mãe, ele estacionou o carro e ficamos nos olhando.

Eu: então...boa noite - sorri sem jeito 

Dudu: boa noite - sorriu - passo aqui amanhã as oito, pode ser? - assenti 

Eu: até amanhã então - virei-me para abrir a porta

Dudu: espera - ele me puxou pela mão, meu corpo foi pra frente, e nossos rostos ficaram próximos - queria agradecer pela noite - olhou pra minha boca e depois voltou a fitar meus olhos, fiz o mesmo. Eu não conseguia falar, apenas assenti, igual uma retardada, ele subiu a mão delicadamente até minha nuca, e envolvendo os dedos no meu cabelo puxou-me pra frente, nossos lábios se tocaram, sua língua pediu passagem e eu cedi, nossas bocas se encaixavam perfeitamente, e tínhamos uma sintonia mágica. A realidade bateu em minha porta, o que eu estava fazendo? Interrompi o beijo e ele me olhou sem entender 

Eu: desculpa - pedi abrindo a porta do carro 

Dudu: não não! Espera - saiu também, assim que bati a porta ele parou em minha frente, deixando-me contra o carro - você...você não gostou? - perguntou sincero 

Eu: é claro que gostei - sorri envergonhada - mas eu não quero parecer fácil demais, não sou assim - disse sem graça e ele colocou uma mecha do meu cabelo pra trás 

Dudu: se eu não tivesse te beijado, não conseguiria dormir. Tive vontade de fazer isso desde a hora que te vi saindo por aquela porta - falou baixo em meu ouvido - não fiquei com uma má impressão sua, aliás, a minha impressão sobre você, é boa, muito boa - ele voltou pra frente, mas dessa vez, seu corpo quase se encostava no meu, mais uma vez fiquei sem palavras - mal te conheço e adoro quando te deixo assim, sem palavras 

Eu: então aproveita, porque são poucos que conseguem me deixar assim - ele sorriu e me puxou pela cintura, nossos corpos de encontraram e depois foi a vez das nossas bocas. O beijo não era mais calma, era selvagem e cheio de desejo, ele alisava minhas costas, enquanto eu puxava levemente seu cabelo, depois de longos minutos assim, paramos os beijos com mordidas - eu tenho que ir - disse recuperando o fôlego, nossas testas estavam coladas e ele ainda me abraçava pela cintura 

Dudu: Se eu pudesse te levaria pra casa e ficaria a noite toda assim - falou sem malícia 

Eu: quem sabe mais pra frente - ele sorriu e me deu mais um beijo rápido 

Dudu: até amanhã - se afastou do meu corpo segurando em uma das minhas mãos 

Eu: até - sorri e fui em direção à porta mas ele me puxou de novo para ele 

Dudu: acho que só mais um não mata ninguém né? - sorriu malicioso e beijou-me a boca com voracidade novamente, mordi seu lábio e ele apertou minha cintura - até mais linda - disse quando me aproximei da porta 

Eu: até - acenei e entrei. Luan estava sentado no sofá e a Cristina pendurada em seu colo, meu sorriso se desfez na hora 

Breno: que isso ein mãe. Acho que o Dudu amou as aulinhas beijo - disse rindo 

Cristina: olha maninha! Não perde uma oportunidade de dar o bote né? - disse ignorante 

Eu: não sou que nem você Cristina 

Cristina: o que você quer dizer com isso? - ri cínica 

Eu: não sou invejosa igual a você, que dá em cima do marido da própria irmã porque é incapaz de se dar ao valor e arrumar homem dignamente - Breno começou a gargalhar ao meu lado. Antes que ela pudesse responder Nicole desceu as escadas falando. 

Nick: meu pai amado! Que beijo foi aquele - disse rindo e eu fiquei vermelha - pra que ficar com vergonha? Era óbvio que o tio Dudu ia tentar alguma coisa, e você seria muito boba se recusasse - ela me abraçou 

Eu: se você não tivesse me arrumado, eu não teria conseguido - pisquei pra ela a abraçando novamente 

Cristina: Solta minha filha! - esbravejou puxando a Nicole dos meus braços 

Eu: Sua filha Cristina?! - disse sem pensar e todos olharam pra mim apreensivos, o medo tomou conta dos olhos da Cristina e eu respirei fundo 

Continua...

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