51º Capítulo
-ligação On-
Bruna: o que você quer a essa hora Luan?
Eu: Piroca pelo amor de Deus, o que eu faço, a Nick vai nascer - falei balançando as mãos e andando de um lado para o outro
Bruna: LEVA ELA PRO HOSPITAL ANTA - disse como se não fosse óbvio
(Seunome): aaaaaaah - gritou do quarto e eu subi correndo
Bruna: RÁPIDO - escutei ela chamar meus pais - pega a bolsa da bebê e leva a (seunome) pro hospital o mais depressa possível - desliguei o celular e o joguei em qualquer canto, fui pro quarto da bebê e peguei a bolsa que já estava pronta, corri até o quarto e peguei a (seuapelido) no colo com muito cuidado
(Seunome): aaaai Lu - choramingou alto com lágrimas nos olhos
Eu: calma amor, vai ficar tudo bem - beijei sua testa e a coloquei no banco de trás do carro, coloquei a mão no contato - DROGA - voltei pra dentro de casa a procura das chaves, ela estava sob a minha roupa, que eu tirara pouco antes, voltei pro carro as pressas e dirigi igual a um louco para o hospital, enfim cheguei, e ela foi encaminhada a sala de parto com urgência, graças a Deus chegamos a tempo, mais um pouco e ela não aguentaria.
XXX: o senhor é o marido dela? - perguntou uma enfermeira
Eu: sou sim - falei roendo as unhas de tanto nervoso- aconteceu alguma coisa com elas? - indaguei já imaginando o pior
Enfermeira: não se preocupe-sua voz soou suave - me acompanhe, você tem que se preparar para assistir ao parto - se virou e eu a segui, ela entregou a mim uma espécie de jaleco e uma mascara, fui até uma salinha para vestir-me, quase não acreditei quando percebi que eu havia adentrado o hospital de samba-canção e blusa regata, me vesti as pressas e a moça me levou até a sala o de cirurgia, onde seria realizado o parto, ela já estava em cima da maca, fui pra mais perto, e segurei sua mão, o Doutor deu início ao seu trabalho, e quando dei por mim eu já escutava o choro da minha filha, meus olhos já nadavam em meio as lágrimas, a enfermeira lavou minha pequena com todo cuidado, como se ela fosse quebrar com qualquer descuido.
Enfermeira: parabéns mamãe - sorriu ajeitando a Nick nos braços da (seunome)- ela é uma boneca
(Seunome)- ei meu amor, não chora - acariciou seu rosto - mamãe ta aqui - beijou o topo da sua cabeça, ela puxou a blusa, dando o peito a filha, em um gesto rápido ela começou a mamar, cheguei perto e ela me olhou, com aqueles pequenos olhos castanhos.
-algumas horas depois-
A enfermeira deu um remédio para a (seuapelido) descansar, meus pais chegaram e logo pegaram a neta, Bruna quase inundou o hospital de tanto que chorou e eu? Eu nem tive tempo de pegar a minha princesa em meus braços, depois de muito enrolar eles foram embora, a Piroca ficou encarregada de trazer uma roupa pra mim, afinal, eu não poderia sair do hospital naqueles trajes, já se passavam das sete da manhã quando finalmente pude pegar minha bebê no colo, consegui aconchega-la em meus braços, ela era tão pequena, tão...frágil, acariciei seu rosto e beijei sua bochecha, ser pai era uma sensação tão boa, tão incrível, olhar aquela pequena criatura e saber que daqui pra frente a responsabilidade de amá-la e educa-lá será minha, eu já a amava de uma forma inexplicável, aqueles olhinhos me olhando me traziam uma paz enorme, as lágrimas foram inevitáveis, mais uma fase da minha vida tinha se completado, e agora tudo seria melhor.
-anos depois-
-sua narração-
Eu: NICOLE SANTANA, vem aqui já - a chamei brava
Nick: que foi mamãe - entrou me olhando com um sorriso sapeca
Eu: eu já não disse que não é pra você mexer nos meus sapatos mocinha? - a olhei e ela veio até mim
Nick: "diculpa" mãezinha - puxou minha mão, e eu me abaixei ficando quase da sua altura
Eu: por que você faz isso filha? - peguei em suas mãos - você sabe muito bem que a mamãe não gosta - ela abaixou a cabeça e vi lágrimas se formarem em seus pequenos olhinhos
Nick: é que eu "quelia" ficar parecida com você mamãe - disse com a voz embargada pelo choro e senti um nó se formar em minha garganta
Eu: ooh meu amor, vem cá - a puxei para um abraço, ela envolveu os bracinhos em meu pescoço e senti as lágrimas dela molharem meu pescoço - mamãe te ama muito ta? - disse a pegando no colo e fazendo cafuné em seu cabelo
Nick: também te amo mãe - falou mais baixo, comecei a me balançar lentamente, e percebi que ela havia dormido, caminhei até seu quarto e a coloquei com muito cuidado sobre a cama, a cobri e depositei um beijo em sua testa.
-sua narração off-
-narração do Luan On-
Fiquei duas semanas fora, a saudade já estava me matando, desde que a Nick nasceu nunca fiquei tanto tempo longe delas. Cheguei em casa e abri a porta devagar, já era tarde, se passavam das onze horas e como eu não avisei que viria, a (seuapelido) já estaria dormindo, subi as escadas lentamente, deixei minhas malas em um canto e entrei no quarto da Nicole, a vi dormindo como um anjo, as mãozinhas debaixo do rosto e o corpo levemente encolhido.
Eu: boa noite meu amorzinho - sussurrei baixo em seu ouvido e depositei um beijo em sua bochecha, ela se remexeu um pouco, com um sorriso angelical nos lábios, me dirige até o quarto e abri a porta lentamente, e lá estava ela, sentada na cama, com um babydoll rosa, lendo um livro, fui até a cama e ela ainda não havia notado minha presença ali - Oi vida - disse beijando seu pescoço, ela se virou rapidamente, se atirando em meus braços
(Seunome): que saudade de você meu amor - falou com uma voz suava e abraçou-me forte, pude sentir o quanto de falta eu fazia a ela.
Eu: eu também estava morrendo de saudades - a fitei - louco pra te beijar - passei meus lábios nos dela, vagarosamente - sentir seu cheiro - cheirei seu pescoço a fazendo se arrepiar - te agarrar - falei em um tom malicioso ao pé do seu ouvido
(Seunome): então vem cá matar essa saudade, vem - me puxou pra cima dela, beijando-me a boca, e naquela noite matamos quem estava nos matando, depois de horas nos amando, tomamos banho e ela adormeceu em meus braços, comecei a pensar em tudo o que aconteceu em minha vida nesses anos pra cá, e pude ver como Deus havia sido maravilhoso comigo, deu-me a carreira que eu sempre sonhei, uma família unida e com saúde, minhas fãs e o amor que eu recebo delas e dentro de casa, eu devo isso tudo a ele, que foi tão bom comigo em todos os sentidos, com muito orgulho posso dizer que sou um cara realizado, que tudo o que eu passei valeu a pena, todas as dificuldades, todas as dores, e se eu não desisti em nenhum momento foi porque Deus sempre esteve comigo.
-narração do Luan Off-
As vezes pelo caminho encontramos dificuldades, obstáculos e caímos, e muitas vezes nos sentimos fracos ou incapazes de levantar e continuar seguindo, simplesmente desistimos, desistimos de amar, de tentar, de seguir batalhado, mas essa escolha é a mais errada de todas, porque desistir do amor, é desistir de si mesmo, Deus nos criou para amar e cultivar esse amor, então aconteça o que acontecer nunca desista de você, e leve Deus contigo, sempre, porque ele sempre vai te guiar pelos melhores caminhos
Fim...
Créditos: Histórias LS
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